Bia de Lima cobra fim do desconto de 14,25% para aposentados/as e exige cumprimento de promessas do Governo de Goiás

Durante a fala, Bia de Lima enfatizou o impacto direto da cobrança na vida destes servidores. “Os aposentados das outras categorias, fundamentalmente os da Educação, têm sofrido barbaramente pelo fato de não terem a isenção e continuarem pagando 14,25% todo santo mês”, afirmou.

Em pronunciamento no plenário, a deputada Bia de Lima questionou o líder do Governo na Casa, deputado Talles Barreto, sobre a ausência dos/as aposentados/as nas medidas anunciadas recentemente pelo governador para valorização de profissionais da segurança pública. A parlamentar destacou que segue aguardando o cumprimento de promessas feitas pelo Governo Estadual relacionadas à contribuição previdenciária de 14,25% cobrada sobre aposentadorias e pensões.

Segundo a deputada, em 2024 foi anunciada a criação de uma linha de corte de R$ 4.500 para isenção da cobrança. Posteriormente, em 2025, houve a promessa de ampliação da isenção para quem recebe até R$ 5 mil – medidas que, até o momento, não foram efetivadas.

Durante a fala, Bia de Lima enfatizou o impacto direto da cobrança na vida destes servidores. “Os aposentados das outras categorias, fundamentalmente os da Educação, têm sofrido barbaramente pelo fato de não terem a isenção e continuarem pagando 14,25% todo santo mês”, afirmou.

A deputada ressaltou que o desconto compromete a qualidade de vida de servidores que já contribuíram durante décadas com o Estado. “Esse dinheiro poderia estar pagando remédios, ajudando os familiares, ajudando um neto a se formar, auxiliando numa reforma da residência ou até mesmo possibilitando uma viagem. São pessoas que trabalharam uma vida inteira”, declarou.

Em seu pronunciamento, a parlamentar pediu que a matéria seja encaminhada à Assembleia Legislativa para discussão e votação. Bia, ainda, defendeu a ampliação da faixa de isenção para aposentados que recebem valores abaixo do teto previdenciário estadual.

“Que possa ser pelo menos R$ 5 mil, R$ 6 mil, R$ 7 mil, porque hoje o teto é de R$ 8.187. Esse é o meu pedido em nome de todos os aposentados do Estado, tanto da Educação quanto das outras categorias”, afirmou.

A cobrança reforça uma pauta histórica defendida pelos/as aposentados/as da rede estadual. Em março deste ano, mais de 500 aposentados e aposentadas participaram de um grande ato realizado na Praça Cívica, em Goiânia, exigindo o fim do desconto previdenciário aplicado desde 2020 sobre os benefícios dos servidores da reserva.

Ao encerrar sua fala na tribuna, a parlamentar afirmou confiar que o pleito será levado ao governador. “Tenho certeza de que essa reivindicação chegará ao governador Daniel, porque essa não é apenas uma pauta política, mas uma questão de justiça com quem dedicou a vida ao serviço público em Goiás”, concluiu.

Para Bia de Lima, prestar contas é uma obrigação de quem exerce um mandato popular. "Cada emenda representa uma responsabilidade assumida com a população. Nosso mandato nasceu da Educação, mas trabalha todos os dias para reforçar a Saúde, a Agricultura Familiar e tantas outras áreas que fazem diferença na vida das pessoas. Seguiremos dialogando com os municípios e transformando as demandas da população em investimentos concretos."

A deputada estadual Bia de Lima (PT) participou, na manhã desta sexta-feira, 3 de julho, da 55ª edição do programa Deputados Aqui, realizada em Quirinópolis. Última edição antes da suspensão das atividades externas da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) em razão do calendário eleitoral, o evento reuniu parlamentares, autoridades locais e moradores da região para aproximar o Parlamento da população.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou requerimento na Assembleia Legislativa de Goiás, no último dia 23/06, solicitando ao governador Daniel Vilela e ao secretário estadual de Saúde, Rasível dos Reis Santos Júnior, a criação do Hospital Estadual da Estrada de Ferro, com sede no município de Silvânia. A proposta busca ampliar o acesso à saúde pública para uma região que reúne mais de 100 mil habitantes e enfrenta dificuldades históricas para obter atendimento hospitalar especializado.