Saúde: Bia de Lima pede regulamentação de lei para isenção do IPVA a pessoas de câncer

De acordo com a parlamentar, a lei existe desde 2017, no entanto, até o presente momento, a legislação não foi devidamente regulamentada.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou requerimento em Plenário, no qual solicita ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), e à Secretária de Estado da Economia, Selene Peres Nunes, a imediata regulamentação da Lei Estadual nº 19.802, que institui a isenção de IPVA para pessoas em tratamento de câncer na rede pública de saúde.

De acordo com a parlamentar, a lei existe desde 2017, no entanto, até o presente momento, a legislação não foi devidamente regulamentada, o que tem ocasionado prejuízos àqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade devido à doença.

“A regulamentação desta lei se faz imprescindível para garantir que os cidadãos que se enquadram nos critérios estabelecidos tenham acesso efetivo ao benefício previsto. A isenção do IPVA representa não apenas uma medida de apoio financeiro, mas também um gesto de solidariedade e respeito àqueles que enfrentam o desafio do tratamento contra o câncer”, afirmou a deputada.

“Governo vem arrecadando em cima disso. Se é lei, é preciso ser cumprido. Estamos pedindo que a matéria seja regulamentada e seja concedido o direito a essas pessoas que enfrentam este difícil tratamento. Muitas vezes, essas pessoas perdem o rendimento, então é preciso que o Estado facilite a vida desses pacientes”, cobrou Bia de Lima.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.