Bia de Lima cobra melhorias no atendimento do Ipasgo Saúde

Bia defendeu que a Assembleia Legislativa se envolva mais na questão e cobrou uma gestão mais eficiente, com ampliação das especialidades médicas no interior. “Se continuar assim, vamos ver cada vez mais servidores querendo migrar para outros planos. Eu sempre defendi o Ipasgo, mas desse jeito está ficando difícil”, concluiu.

Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (14/8), a deputada estadual Bia de Lima (PT) aproveitou seu discurso para criticar a situação do Serviço Social Autônomo de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos e Militares do Estado de Goiás (Ipasgo Saúde).

A parlamentar lembrou que, quando foi aprovada a mudança do regime jurídico do instituto, já estava prevista a possibilidade de suplementação orçamentária, na época, de cerca de R$ 500 milhões, para garantir melhorias no atendimento.

Segundo Bia, no entanto, o que ocorreu foi o oposto. “O Ipasgo não melhorou, não avançou, só aumentou o valor. E a situação está cada dia mais crítica”, afirmou. Ela destacou reclamações de usuários que não conseguem realizar exames no momento necessário, falhas nas auditorias e a ausência de atendimento especializado em diversas cidades do interior, onde, segundo ela, o Ipasgo “existe só no papel”.

A parlamentar também relatou insatisfação de médicos credenciados e afirmou que o atendimento fora de Goiânia é praticamente inviável para muitos segurados. “Não é justo o pessoal do interior pagar como se estivesse na capital, mas não ter acesso aos serviços quando precisa”, pontuou.

Bia defendeu que a Assembleia Legislativa se envolva mais na questão e cobrou uma gestão mais eficiente, com ampliação das especialidades médicas no interior. “Se continuar assim, vamos ver cada vez mais servidores querendo migrar para outros planos. Eu sempre defendi o Ipasgo, mas desse jeito está ficando difícil”, concluiu.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.