Aposentados: deputada Bia anuncia que, após vitória na Justiça, governo terá de restituir o desconto previdenciário de 14,25%

“Essa é uma luta de muitos anos, para fazer com que o estado devolva aquilo que descontou de forma indevida de todos os aposentados da educação, no período de 2020 e 2021.”

O Tribunal de Justiça de Goiás deu ganho de causa ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) na ação coletiva referente à taxação indevida de 14,25% dos trabalhadores na educação aposentados de Goiás, entre os anos de 2020 e 2021.

A deputada estadual Bia de Lima (PT), que também é presidente da entidade, celebrou a conquista do sindicato, que deve beneficiar milhares de aposentados em todo o estado.

“Essa é uma luta de muitos anos, para fazer com que o estado devolva aquilo que descontou de forma indevida de todos os aposentados da educação, no período de 2020 e 2021. Eles foram atingidos frontalmente por esse confisco, porque essa cobrança é absurda. Esse é um recurso muito necessário para os aposentados e, agora, o estado será obrigada a devolver o que foi tirado de forma indevida. O próprio Sintego fará a execução da ação”, afirma a deputada.

Ação no STF
Desde 2020, tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) a ação definitiva sobre o desconto previdenciário dos aposentados de Goiás. A tentativa é para suspender o desconto de 14,25%, que vem sendo cobrado dos aposentados da Educação desde abril daquele ano. O desconto foi aprovado na Reforma da Previdência, pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em dezembro de 2019.

O recurso, chamado RECLAMAÇÃO, tem como finalidade adequar o desconto previdenciário apenas para situações em que a lei assegure a cobrança com base no déficit atuarial e que seja de vencimentos acima do benefício do Regime de Previdência Social, ou seja, acima de R$ 6 mil, bem como era antes da Reforma da Previdência.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.