Mulheres na ciência: projeto da deputada Bia institui a Política de Fomento à Presença Feminina em Carreiras Científicas

De acordo com a deputada, a desigualdade de gênero na ciência não é apenas uma questão de justiça social, mas também representa uma perda significativa para o avanço do conhecimento e da inovação.

A deputada Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 26, o projeto de lei que institui a Política Estadual de Fomento à Presença Feminina em Carreiras Científicas no Estado de Goiás, também conhecido como “Mulheres na Ciência”. O objetivo da proposta é promover a igualdade de gênero e incentivar a participação das mulheres em áreas científicas e tecnológicas.

De acordo com a deputada, a desigualdade de gênero na ciência não é apenas uma questão de justiça social, mas também representa uma perda significativa para o avanço do conhecimento e da inovação.

“Quando mulheres são excluídas ou sub-representadas em carreiras científicas, perdemos o potencial criativo e a diversidade de perspectivas necessárias para enfrentar os desafios complexos que enfrentamos atualmente, sejam eles relacionados à saúde, ao meio ambiente, à tecnologia ou outras áreas”, afirma a parlamentar.

Ainda de acordo com Bia de Lima, “no Brasil, os números são alarmantes. A presença das mulheres em posições de destaque na academia e em instituições científicas é muito baixa, o que reflete não apenas uma falta de oportunidades equitativas, mas também uma cultura institucional que muitas vezes perpetua estereótipos de gênero e dificulta o avanço profissional das mulheres na ciência”, ressalta a deputada.

Veja as finalidades da proposta:

  • I – Promover a equidade de gênero no ambiente acadêmico, científico e tecnológico, incentivando a participação das mulheres em todas as etapas da carreira científica, desde a formação até a inserção em cargos de liderança e tomada de decisão;
  • II – Estimular a realização de pesquisas e estudos sobre a situação das mulheres nas carreiras científicas, visando identificar desafios, obstáculos e oportunidades para sua plena participação e desenvolvimento profissional;
  • III – Fomentar a implementação de ações afirmativas, como cotas e programas de bolsas, para garantir o acesso das mulheres de baixa renda e de grupos sub-representados às carreiras científicas;
  • IV – Promover a igualdade salarial e de oportunidades entre homens e mulheres nas instituições de pesquisa e órgãos governamentais, combatendo a discriminação de gênero e valorizando o mérito acadêmico e científico;
  • V – Estabelecer parcerias com instituições de ensino, pesquisa, empresas e organizações da sociedade civil para o desenvolvimento e implementação de ações de promoção da presença feminina em carreiras científicas;
  • VI – Sensibilizar a sociedade e combater estereótipos de gênero que possam desencorajar as mulheres a seguir carreiras científicas, promovendo campanhas de conscientização e valorização do papel das mulheres na ciência;
  • VII – Criar programas de mentoria e apoio psicossocial para mulheres cientistas, visando fortalecer sua autoconfiança, capacidade de liderança e resiliência diante de desafios profissionais e pessoais.

A parlamentar aponta ainda que promover a igualdade de gênero da ciência é garantir um futuro mais justo e inclusivo para as mulheres, mas também contribuindo para o avanço da sociedade de forma geral.

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Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.