Igualdade de gênero: proposta da deputada Bia cria Selo Empresa Amiga da Mulher

Por meio de Projeto de Resolução apresentado pela deputada Bia de Lima (PT), a Assembleia Legislativa de Goiás institui, no âmbito da Casa, o Selo Social Empresa Amiga da Mulher. A proposta foi aprovada por 29 votos, na sessão ordinária desta quarta-feira, 20 de setembro. O projeto segue para promulgação da Mesa Diretora.

De acordo com a parlamentar, o objetivo da proposta é conhecer e divulgar práticas inovadoras relacionadas às políticas públicas para mulheres desenvolvidas por empresas púbicas e privadas, no âmbito do Estado de Goiás.

Conforme o projeto, o Selo será concedido às empresas de direito público e privado que possuam práticas e desenvolvam programas que assegurem os direitos humanos das mulheres e promovam a equidade de gênero no ambiente de trabalho. A proposta destaca os estabelecimentos que incentivem a contratação e valorização da mulher no mercado de trabalho e os que contribuam com a redução de desigualdades.

“Para que a empresa receba esse selo, ela deverá firmar uma carta-compromisso fornecida pela Procuradoria da Mulher da Alego, em que estão estabelecidas diretrizes a serem seguidas pelos estabelecimentos na defesa dos direitos humanos da mulher”, afirma Bia de Lima.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.