Valorização: Bia de Lima solicita gratificação para professores do Sistema Prisional

Durante a apresentação de matérias nesta terça-feira, 8, a deputada Bia de Lima (PT) apresentou requerimento, em que solicita ao governador Ronaldo Caiado e à secretária de Educação, Fátima Gavioli, o envio de um projeto de lei para instituir a “Gratificação de Periculosidade” aos servidores que prestam serviço educacional no sistema prisional do Estado de Goiás.

“É muito importante que os professores recebam uma gratificação por periculosidade. Eles tiveram esse benefício retirado em 2017 e, desde então, lutam para tê-lo de volta. São pessoas que lidam diretamente com os reeducandos, bem como os trabalhadores da segurança pública”, afirmou a deputada.

O requerimento foi apresentado após uma audiência com os professores Fernando Pinheiro, Ulderico Silva e Antônia Barbosa, que estiveram no gabinete da parlamentar, solicitando a retomada de um direito.

De acordo com Bia, na Alego busca solucionar a situação, construindo o devido amparo legal, junto ao Executivo, para que os professores voltem a receber o que lhes é de direito.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.