No Dia Mundial da Alfabetização, Bia de Lima cobra valorização profissional e atendimento de estudante nas redes municipal e estadual

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

Ao usar a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) durante a sessão ordinária desta terça-feira (8/9), Dia Mundial da Alfabetização, a deputada estadual Bia de Lima (PT) defendeu a valorização dos trabalhadores em educação e cobrou medidas para garantir o atendimento aos estudantes das redes municipal e estadual.

Ao fazer referências à data, a parlamentar recordou sua trajetória como professora alfabetizadora e citou a Lei Estadual nº 22.591, de sua autoria, que estabeleceu a Política Estadual pela Primeira Infância. “Nós temos lutado muito para garantir que todas as crianças possam ter Cmeis, possam ter direito à alfabetização na idade certa”, afirmou Bia.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

Ao tratar da oferta de vagas na educação infantil da capital goiana, Bia afirmou que a ampliação do atendimento precisa ocorrer com qualidade e condições adequadas de trabalho. “A educação não é feita de malabarismo e nós precisamos ter muito mais atenção e cuidado na aplicação dos recursos”, declarou.

A deputada também alertou para a falta de professores na rede estadual. De acordo com ela, o déficit supera 900 profissionais, situação que motivou representação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) ao Ministério Público.

Bia defendeu a convocação de aprovados no cadastro de reserva e, se necessário, a realização de processo seletivo para suprir a demanda. “Não dá para esperar passar a eleição para depois convocar o pessoal, porque os alunos vão ficar sem aula até quando?”, questionou.

Ao concluir, a parlamentar reforçou a necessidade de medidas urgentes para garantir professores em sala de aula e melhores condições de trabalho aos profissionais da educação. “É esse o desafio e a minha cobrança aqui no dia de hoje”, finalizou.

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