A terça-feira (4) marcou o retorno das sessões ordinárias da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Na ocasião, a deputada estadual Bia de Lima foi a primeira a fazer uso da palavra durante o pequeno expediente, momento em que cumprimentou os pares e desejou boa condução dos trabalhos neste segundo semestre.
Na sequência, Bia de Lima defendeu mudanças no Serviço Social Autônomo de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos e Militares do Estado de Goiás (Ipasgo Saúde), para fortalecer o plano de saúde dos servidores públicos do estado e seus dependentes.
“Todos acompanham e sabem que temos feito essa discussão desde o início do nosso mandato sobre esse assunto. Precisamos de um Ipasgo Saúde que atenda às necessidades da população, principalmente no interior. E é com essa preocupação que, aqui, dou início aos trabalhos deste segundo semestre”, destacou.
Bia de Lima criticou as alterações feitas no Ipasgo, que o colocou no patamar dos demais planos privados. Segundo ela, a medida tirou prerrogativas que para os servidores públicos eram cruciais.
“Ao longo do Governo Caiado, o Ipasgo sofreu alterações complicadíssimas. Quando ele [o Ipasgo] foi colocado como um outro plano de saúde, igual aos demais do setor privado junto à Agência Nacional de Saúde (ANS), com as mesmas regras e valores, tirando prerrogativas que para nós, servidores públicos, eram cruciais. De lá para cá, ao invés de melhoras, estamos vendo apenas barreiras e dificuldade. Prometeram ampliar a rede de prestadores de serviços, mas além disso não ter acontecido, as pessoas estão desesperadas com o pagamento das co-participações, é uma chuva de reclamações”, afirmou a deputada.
“Sem contar o fato de que abrirem o plano demais e aí começaram a cobrar 30% de cada dependente. Além dessa cobrança de pessoas que outrora eram isentas, obrigaram as pessoas a sair do plano original, pelo qual trabalham uma vida inteira, sem nem saber em qual plano ingressaram, com o argumento de que teriam especialistas, mas até agora só existem preocupações. São questões muito sérias e nós não abriremos mão de discutir”, reforçou a parlamentar.