Bia de Lima defende servidores públicos da Alego e lamenta falta de compromisso com reajuste

“Nós defendemos carreira, defendemos valorização. Essa é uma pauta que é nossa, à frente, em defesa dos servidores públicos, seja do Executivo, seja dos Tribunais, seja aqui desta Casa, do Ministério Público. Nós defendemos servidores públicos. Mas o que ocorreu aqui hoje, eu não conseguiria, jamais, não deixar de explicitar. Infelizmente, eu entendo isso como uma arapuca, não tem outro nome”, ressaltou.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) defendeu os servidores públicos efetivos e pensionistas da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e, apesar de votar de forma favorável ao reajuste desses profissionais, lamentou a falta de compromisso da Casa com a manutenção do percentual inicial prometido para a categoria, na ordem de 9.26%.

O projeto foi aprovado em definitivo nesta quarta-feira (1º/4), contudo, segundo a parlamentar, houve uma “arapuca”. Para ela, a Casa Legislativa tinha condições de conceder o reajuste, porém, o percentual foi alterado sem comunicado prévio aos deputados, para 4.26%. “Me senti traída”, afirmou.

“Nós defendemos carreira, defendemos valorização. Essa é uma pauta que é nossa, à frente, em defesa dos servidores públicos, seja do Executivo, seja dos Tribunais, seja aqui desta Casa, do Ministério Público. Nós defendemos servidores públicos. Mas o que ocorreu aqui hoje, eu não conseguiria, jamais, não deixar de explicitar. Infelizmente, eu entendo isso como uma arapuca, não tem outro nome”, ressaltou.

“Não permitir que nós, do Poder Legislativo, pudéssemos conceder esse reajuste, já que outros poderes concederam data base anteriores, revisão, planos de carreira para outras categorias. E aí, quando chega a vez dos profissionais desta Casa, que é a nossa Casa, que cabe a nós valorizarmos os nossos servidores, assessores, que estão competentes, dedicados. Aí, foi anunciado, negociado, feito cálculos, tudo mais. Na hora de votar, chega lá, na Comissão Mista, e o líder do governo pede vistas sem nem explicitar para nós parlamentares. Por quê? Porque nós viemos aqui, defendemos, estava tudo certo. De repente, puxa o percentual para trás e não concede o negociado? Eu não comungo com isso, eu não concordo com essa prática”, reforçou.

Destacando que é professora, servidora pública e sindicalista, Bia de Lima falou ainda que lamenta a situação, que não é inédita. “Aconteceu a mesma coisa com o plano de carreira dos administrativos da Educação. Nós tínhamos negociado uma coisa, quando a matéria chegou aqui, chegou outra e no calar, que eram as últimas sessões do ano, e aí, de verdade, nós tivemos que ou engolir aquilo ou nós não íamos ter nada. É a mesma coisa hoje.

Então essa história eu já conheço, mas, infelizmente, não posso concordar, quero lamentar a utilização desse subterfúgio para não se ter garantido os 9.26% para todos os profissionais da nossa Casa”, completou.

Convidada para o evento, Bia de Lima, que já foi vereadora por duas vezes em Jataí, município no sudoeste goiano, foi ovacionada pela plateia. Recebida sob aplausos, a deputada ressaltou a importância da participação das mulheres na política e na ocupação dos espaços de poder.

Ao abrir a audiência, Bia de Lima enfatizou a importância de democratizar os olhares e a inclusão de todos os pontos de vista no Plano Nacional de Educação e, por consequência, no estadual de Goiás e dos municípios. “O PNE está concretizado graças ao esforço das entidades, fomos nós quem construímos isso. Agora, precisamos que essa tarefa seja replicada em todas as instâncias, temos essa responsabilidade. Como presidente da Comissão de Educação da Alego, estamos dando início a essa conversa, sempre no propósito de contribuir e preparar para a concretização também do PEE. Esperamos que seja enviado para aprovação pelo governo estadual ainda neste ano. Queremos que as entidades aproveitem o momento de discussão, para trazer preocupações e anseios”, pontuou ela.

Segundo a parlamentar, o Move Brasil proporcionará um aquecimento do setor automobilístico, incrementará a renda de uma parcela significativa dos motoristas e contribuirá para a sustentabilidade climática. A iniciativa foi lançada pela presidente Lula no último dia 19 de maio e a medida provisória que libera o crédito foi publicada nesta terça.