“Base do governo votou contra o povo goiano”, declara Bia de Lima após aprovação definitiva de nova cobrança no IPASGO

“Infelizmente, a matéria foi aprovada, com apenas 9 votos contrários, incluindo o meu. Agora, será cobrado 30% de cada dependente do Ipasgo. Lamento muito essa situação que vai destruir o plano de saúde dos servidores públicos de Goás. A base do governo em peso votou contra você, contra o povo goianoa. Que você se lembre disso o ano que vem quando eles forem pedir o seu voto”, alertou a parlamentar.

Foi aprovado em definitivo nesta quinta-feira (11), o projeto de iniciativa do Executivo Estadual que aplica a cobrança de 30% da tabela atuarial aos dependentes do Ipasgo Saúde, que até então eram isentos. A deputada estadual Bia de Lima (PT) mais uma vez se colocou contrária a matéria, que, segundo ela, afetará diretamente 154 mil pessoas.

“Infelizmente, a matéria foi aprovada, com apenas 9 votos contrários, incluindo o meu. Agora, será cobrado 30% de cada dependente do Ipasgo. Lamento muito essa situação que vai destruir o plano de saúde dos servidores públicos de Goás. A base do governo em peso votou contra você, contra o povo goianoa. Que você se lembre disso o ano que vem quando eles forem pedir o seu voto”, alertou a parlamentar.

A Secretaria da Economia do Estado de Goiás argumenta que essa cobrança “reduz, de forma expressiva, o déficit atual, traz a sinistralidade para patamar próximo ao equilíbrio técnico, corrige distorções históricas de custeio e reforça a justiça contributiva”.

No entanto, Bia questiona a manobra do governo para a nova cobrança e denuncia que a medida sequer foi levada ao conselho deliberativo do Ipasgo.

“O pacote de maldades está aberto e podemos observar o constrangimento visível dos deputados da Base, porque não há argumentos plausíveis para justificar mais essa cobrança. Tanto é que a matéria foi encaminhada sem ouvir o conselho deliberativo, o que era o primeiro passo. O argumento é que existe a necessidade de alterações em decorrência do déficit da condição atuarial do IPASGO. Mas faço aqui a denúncia: nada disso passou pelo conselho, não houve análise de contas, de encaminhamentos, normativas, nada”, declarou a deputada.

Bia de Lima ainda classificou a proposição como “a mais difícil deste ano para os servidores públicos”. Na visão da petista, os profissionais da Educação, que receberiam os menores salários entre esses servidores, não serão mais capazes de pagar o plano.

Deputada aponta que estudantes não estariam sendo efetivamente avaliados e questiona se os indicadores educacionais refletem a realidade das salas de aula

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.